Esquartejada

Esquartejada
Pedaços de mim não me pertence mais
Alguém roubou a minha paz
Não sinto prazer 
Não vejo sexualidade
Não sinto meu corpo
Não sei como falar
Não existe palavras certas
Existe a sensação que a culpa foi minha
Culpa derivada no confiar
Como foi que 
deixei? 
Não havia forças para gritar 
Não havia forças para denunciar
E quanto mais gritava 
Ninguém escutava 
Ninguém ajudava
E quem é ninguém ?
São vocês que fingem que não veem
E após foi o meu enterro
Pois minha felicidade morreu 
Nos dias que ela falecia
Ela se vestia
E seu vestido era de flores
E fundo branco
Seguir o alerta
Que diz: Não andes sozinha a noite menina!
Apesar de todos cuidados
Há ocorrências inevitáveis
O fato que impossível esquecer
Impossível deletar
Se reconstruir
Várias vezes fui esquartejada
Mas, nunca com faca tão afiada.

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